quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Entrelinhas.

Menina do sorriso doce. Eu quero viver na sua memória. Arrancar de dentro de mim todo amor que aqui está e lhe oferecer em uma bandeja. Refazer meus sonhos para te fazer sorrir. Cobrir de plumas os caminhos por onde andar. E enfeitar cada esquina com graciosos girassóis amarelos. Quero livrar-te de tudo que te faça sofrer. Lapidar cada gesto, cada palavra, para que jamais te machuque ou te cause dor. E, mesmo que eu erre algumas vezes, o meu maior desejo é o de te fazer feliz. 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Desnuda.

Está tudo muito claro agora. Transparente e límpido como água. Agora entendo porque tinha tanto medo de me entregar a outro ser. Aquela história de que eu temia fazer alguém sofrer era pura balela. Meu medo era outro. O motivo pelo qual eu me privava de viver um grande amor era o medo de mim mesma. Deixar minha máscara cair e me despir inteiramente me causava pânico. Tinha medo de deixar vir à tona toda fragilidade e dependência que sempre esteve comigo, mas que conseguia camuflar com maestria. Tudo em vão. Ela chegou e usou de um golpe muito baixo. Toda aquela delicadeza ao falar. Aquele sorriso hipnotizante. Já era. Fato consumado. Me dominou por completo. Corpo, alma, coração. Lutar contra seria muita tolice. Tarde demais. A platéia já se acomodou, as cortinas já se abriram e o espetáculo já vai começar.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Simplesmente, Ela.

Ela é o ninho onde me aconchego.
Ela é a claridade em noites de lua cheia.
Ela é o brilho de uma manhã de verão.
Ela é o sussurro que me fala quando estou sozinha.
Seus braços são o cobertor que me aquece em dias de inverno.
Ela é a delicadeza dos orvalhos sobre os girassóis.
Ela é aquele segredo guardado a sete chaves.
É menina, é mulher.
Ela é a forma mais pura de se sentir o amor.