quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Claro.

Na realidade eu não te amo com os olhos que vê em ti todos os seus defeitos. 
Eu te amo com o coração que, apesar de todas as suas falhas, 
se faz apaixonado quando junto ao teu. 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Do teu corpo faço meu apogeu.

Ela me chama em pensamentos. Seu corpo me deseja. Algum tempo havia se passado antes que minhas mãos começassem a deslizar por aquela pele macia. Minha vontade é desbravar cada parte de seu corpo. Vejo então ela sorrindo. Tentando me mostrar o quanto me quer. Meus olhos passeiam por toda ela. Vejo cada sensação, cada sentido se fazendo presente, ali, bem a minha frente. Toco sua boca e a sinto aquecer, desejando que a beije. Nossos beijos se embalam numa sinfonia perfeita. Minhas mãos se perdem sobre seu corpo e me perco em vontades. Quero possuí-la. Meu maior desejo é satisfazer cada um dos seus anseios. Cheiro seu pescoço e sinto sua pele arrepiar. Cada respiração mais forte me transporta para lugares inimagináveis. Provo na pele dela um misto de paixão e doçura. Ela me inspira. Me faz esquecer tudo ao meu redor. Nesses momentos, somos só - eu, ela e o nosso amor -. Enfim.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Me embriago para esquecer que amo. E é aí que o amor se faz mais presente. 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Entrelinhas.

Menina do sorriso doce. Eu quero viver na sua memória. Arrancar de dentro de mim todo amor que aqui está e lhe oferecer em uma bandeja. Refazer meus sonhos para te fazer sorrir. Cobrir de plumas os caminhos por onde andar. E enfeitar cada esquina com graciosos girassóis amarelos. Quero livrar-te de tudo que te faça sofrer. Lapidar cada gesto, cada palavra, para que jamais te machuque ou te cause dor. E, mesmo que eu erre algumas vezes, o meu maior desejo é o de te fazer feliz. 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Desnuda.

Está tudo muito claro agora. Transparente e límpido como água. Agora entendo porque tinha tanto medo de me entregar a outro ser. Aquela história de que eu temia fazer alguém sofrer era pura balela. Meu medo era outro. O motivo pelo qual eu me privava de viver um grande amor era o medo de mim mesma. Deixar minha máscara cair e me despir inteiramente me causava pânico. Tinha medo de deixar vir à tona toda fragilidade e dependência que sempre esteve comigo, mas que conseguia camuflar com maestria. Tudo em vão. Ela chegou e usou de um golpe muito baixo. Toda aquela delicadeza ao falar. Aquele sorriso hipnotizante. Já era. Fato consumado. Me dominou por completo. Corpo, alma, coração. Lutar contra seria muita tolice. Tarde demais. A platéia já se acomodou, as cortinas já se abriram e o espetáculo já vai começar.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Simplesmente, Ela.

Ela é o ninho onde me aconchego.
Ela é a claridade em noites de lua cheia.
Ela é o brilho de uma manhã de verão.
Ela é o sussurro que me fala quando estou sozinha.
Seus braços são o cobertor que me aquece em dias de inverno.
Ela é a delicadeza dos orvalhos sobre os girassóis.
Ela é aquele segredo guardado a sete chaves.
É menina, é mulher.
Ela é a forma mais pura de se sentir o amor.


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Confuso.

Que dor é essa em meu coração? Por que não estou sorrindo com os olhos? Que vontade é essa de sentar à beira mar e chorar copiosamente, sem motivos, simplesmente deixar as lágrimas rolarem e me inundarem o peito? O que será que o meu inconsciente está tentando me dizer? Hoje, estou assim. Perguntas e mais perguntas. Nada de respostas, muito menos afirmações. Meu cérebro é uma incógnita. Um monte de massa cinzenta tentando encontrar o motivo de tanta tristeza embotada. Não gosto de me sentir assim. Fico frágil, perdida em mim mesma. Parei pra escrever, mas vejo que não foi uma boa ideia. As palavras podem me trair. É melhor que eu pare por aqui. Assim. Sem início, sem meio e muito menos sem fim. 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Flores na janela.

Tem coisa mais gostosa que fazer às pazes com quem a gente gosta? Imagino que não! É o mesmo que saborear uma fruta madura no pé. É andar descalço na grama. É admirar o sorriso de uma criança brincando de balanço. É se lambuzar de sorvete. Se matar de dançar numa boate. Fazer às pazes com quem a gente gosta é delicioso. É inexplicável. É sublime. É jogar fora todas as armaduras que a vida nos impôs. É se atirar de uma ponte sem saber se lá em baixo encontrará um rio ou um vale de pedras. Fazer às pazes é doce. É suave. É amável. Ah! Fazer às pazes com quem a gente gosta é apaixonar-se novamente. É sentir o pingo da chuva. É cheiro de terra molhada. Se aconchegar numa rede em uma varanda. É apreciar o pôr do sol. É sentir o coração pulsando descompassado e em ritmo acelerado. Enfim, fazer às pazes com quem a gente gosta é simplesmente maravilhoso. E é assim que me encontro nesse momento. Radiante. Apaixonadamente apaixonada por ela. Dando valor a cada gesto, a cada palavrinha dita. E é assim que eu quero continuar. Dedicando cada momento, cada sorriso, cada pensamento à ela. Um pouquinho mais a cada dia. 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Apaixonar-se

Tudo começou como uma brincadeira extremamente maliciosa e muito envolvente. O sexo era nosso combustível diário. Beijos calientes, puxões de cabelo, suor escorrendo pela pele. Uma euforia quase que incontrolável. Naquele momento a regra era - não quebrar as regras - ou seja, nada de se apaixonar, apelidos fofos nem pensar, se aconchegar no peito uma da outra após uma noite de luxuria, menos ainda. Pois bem, o tempo foi passando e, não quebrar tais regras, se tornou quase impossível. Quando vimos, já estávamos vivendo como duas bobonas apaixonadas. Muitos mimos, muitas declarações de carinho. Aquela euforia do início, deu lugar a algo muito mais intenso e apaixonante. Deixamos de ser meras "amantes" para nos tornarmos companheiras. E, devo confessar, deixar pra trás todo aquele "medo", toda aquela "insegurança", foi uma das decisões mais acertadas da minha vida. Claro, tive que abrir mão de várias coisas que me eram muito prazerosas. Afinal, não podemos ter tudo na vida. Mas, com isso, também ganhei outros bons motivos para viver. Meus olhos ganharam um brilho mais verdadeiro. A tristeza por detrás do meu sorriso já não existe mais. Os pesadelos deram lugar aos belos sonhos. Meus dias ganharam cores mais vivas e reluzentes. O arrepio da pele não é causado só por excitação sexual, mas também, pelas doces palavras ditas por ela. Os problemas não deixaram de existir, mas agora estão bem mais fáceis de serem digeridos.  O encantamento, ora sentido, deu lugar à paixão. Ah, como é bom escutar uma bela canção e sentir o coração se encher de amor! Como é delicioso sentir aquele aperto no peito de saudade quando ela demora pra aparecer. E, como é maravilhoso ganhar um abraço apertado após uma briguinha por algum  motivo idiota. Enfim, hoje tenho muito mais motivos para sorrir do que para chorar. E tudo isso eu agradeço a Ela - a menina do sorriso doce - que, mesmo sabendo que eu não queria me apaixonar, não desistiu. Me conquistou, dia após dia, com seu jeitinho de menina faceira. E, ainda vem me conquistando, mais e mais, a cada amanhecer. Hoje posso dizer com muita clareza que:  vale muito a pena se apaixonar.
Um brinde à todos os casais apaixonados! 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

...

Às vezes me sinto como um transeunte que vê o que os outros não observam. Que sente o perfume que ninguém exala. Que se mistura à multidão numa rua deserta. Me sinto como um estranho elemento que não vivencia o dia nem a noite, mas que, ao mesmo tempo, transita por ambos. Penso que me conheço, mas a cada momento, me distancio mais de mim, negando assim o legado a que fui destinada.

Nossos outros.

Apesar de vivermos entre muitos, somos sempre solitários neste mundo. Vagamos, titubeamos, choramos, sorrimos e, entre muitos conceitos, descobrimos que nenhum é fruto da verdade. E, assim, acabamos sendo apenas um fenômeno do tempo, que surge e se vai sem que ninguém se importe ou comente. Daí, eu me pergunto: De que vale a fama se o tempo leva. De que vale o reconhecimento se os anos apagam. Pra que tanta luta se a morte é nossa única certeza.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Infância roubada.

Mais uma vez - não! Não agora. Está tudo tão lindo, tão cheio de cores e vida. Vá embora! Estou ordenando! Você já causou estrago demais. Será que não percebe que eu mereço ser feliz? Será que é egoísmo da minha parte querer desfrutar de algo tão bom? Você me roubou o que eu tinha de mais lindo - minha ingenuidade - isto não basta? Tirou de mim o meu melhor momento - minha infância - não está satisfeito? Você era o meu herói. Orgulhava-me de tudo em você. Fiz planos. Tinha sonhos. Me lembro muito bem. Era uma criança tão feliz. Uma felicidade gratuita, sabe? Dessas que, bastava minha mãe chegar com uma bandeja de iogurte para que eu me considerasse a menina mais sortuda desse mundo todo.  Olha! Será que você não enxerga o estrago que você fez em minha vida? Eu era apenas uma criança inocente. Tão inocente a ponto de pensar que "aquilo" era uma coisa natural._ Ah! Com todos devem ser assim. Engano meu. Você deixou de ser meu herói para se transformar no bicho-papão que me assustava nas noites escuras. Todos os sonhos de menina, todas as brincadeiras infantis, aquele brilho no olhar... Tudo se foi. Se foi, não como num passe de mágica, mas sim, como um prédio que desmorona trazendo dor e morte. Você arruinou a minha infância, destruiu todos os meus anseios, acabou com tudo que eu tinha da forma mais cruel possível. Consegue imaginar o tamanho da crueldade que você me fez? Não, né? Você dizia que eu gostava. Que eu era como você. Por tempos, acreditei nisso. Mas, hoje vejo que não. Não sou como você. Você me dá nojo, me embrulha o estômago. É perverso. Cruel. Desumano. Você me usou da forma mais escrota que se possa imaginar. Brincou com a minha fraqueza, com minha incorrigível carência.  Talvez, por isso não conseguia dizer - não. Por isso, cedia às suas chantagens. Eu realmente acreditava que "aquilo" era por amor. Que idiota que eu fui! Me odeio por isso! E, agora? Nesse momento - tão especial - mais uma vez, vem você querendo aniquilar com minha felicidade. Some! Some de uma vez por todas! Me deixa em paz! Será que é pedir muito? Não aguento mais esse tormento. Fiz da minha vida inteira uma eterna mentira, só por medo de perder quem eu amava. Mas, agora não. Não quero mentir! Me cansei! Quero ser livre. Livre para amar e gozar dos prazeres que minha parceira me proporciona. Livre para me entregar aos carinhos, aos beijos e aos desejos da carne. Hoje eu preciso viver. Preciso esquecer toda dor e mágoa que ainda reside em meu peito. Preciso passar uma borracha e apagar todos os malditos capítulos da minha medíocre vida que tive ao seu lado. E, digo: _Você vai sair do meu caminho. Nem que pra isso eu tenha que cometer um assassinato! 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Ainda é inverno

Ainda é inverno, mas, meu corpo queima como brasa. Na minha mente um só pensamento - te possuir -. Seu sexo é como um vício. Algo desconsertante. Alucinógeno. Me entorpece. Me doma por inteira. Ah, essa sua forma maliciosa de me encarar despindo meu corpo somente com os olhos! Me julgas muito libidinosa, como não ser? Você me atiça a todo instante. Basta um sorriso, uma mordidinha no canto dos lábios para que eu esteja entregue. Sua sensualidade exala por entre seus poros. Me excito até com sua forma sedutora de tragar o cigarro. Ah, essa sua mania de me dizer coisas profanas ao pé do ouvido! Quando te ouço sinto meu corpo inteiro se arrepiar. Você tem esse dom. O dom de me levar a loucura com um simples toque rente a pele. Basta alguns sussurros para que eu me derreta e me transforme em sua serva. Ah, menina do sorriso doce! Me diga, por que fazes isso comigo? Por que me embriagastes com seu suor? Me diga, vai! Ou melhor, não diga. Mostre! Quero sentir sua saliva na minha boca. Quero que deslize suas mãos sobre as curvas do meu corpo. Quero mordidas em meus mamilos e chupões em meu pescoço. Vem saciar o meu desejo de te possuir. Vem me entorpecer de gozo e luxuria. Vem? Mas, vem logo. Pois, ainda é inverno e meu corpo queima como brasa. 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Lutar,lutar e lutar.


Estão dizendo por aí que está muito cedo para comemorações, que o campeonato está só começando. Realmente, concordo com vocês, ainda não tem nada ganho. Só que vocês não podem negar que estamos fazendo nossa parte. 
Só quem ama - incondicionalmente - assim como eu amo o meu Clube Atlético Mineiro, sabe o quanto cada vitória é importante. Só quem já derramou lágrimas por dias a fio assim como eu derramei, sabe o quanto meu coração se enche de orgulho e de alegria a cada gol marcado. Só quem já enfrentou horas na estrada, engarrafamentos e voltou pra casa amargando uma derrota, sabe o quanto esse momento tem que ser comemorado. 
Eles dizem que não temos títulos, que somos sofredores. Realmente, não temos títulos importantes, mas temos algo que supera qualquer troféu. Temos AMOR. Amor por uma camisa que não é apenas feita de pano, mas principalmente de suor e lágrimas. Ver meu glorioso jogando com raça e determinação, me faz ter muito orgulho, sim! Ver a massa incendiando o estádio, cantando com alma e coração, enche meu peito de amor. 
Eu sou assim, nasci atleticana. Já chorei, já sofri, já me envergonhei com a falta de escrúpulo de alguns dirigentes, só que agora é momento de festa, momento de se orgulhar, momento de dizer com letras garrafais: 
SOU ATLETICANA ALÉM DA MORTE!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Primeiro ato - A carne.

A tarde passava lentamente. Ali estava eu, embrenhada num monte de papéis e trabalhos por fazer. Não conseguia me concentrar. Meu único pensamento era como ela reagiria à surpresa que estava prestes a lhe fazer. Tentei convencê-la a vir me ver. Tudo encenação. Uma mensagem aqui, uma mentirinha ali. Quando lá cheguei, ela não estava. Talvez, tenha sido melhor assim. Pude quebrar o gelo entre mim e seus pais. Aliás, a família quase toda, inclusive, irmão, tio, tia, primos e primas. Enquanto isso, ela ainda não acreditava que eu realmente estivesse lá. Tomei algumas cervejas. E, pronto! Lá estava ela, com uma carinha de assustada. Sem saber como agir, e muito menos o que dizer. Mas, isso não tem importância...eu falo pra "caralho", com o perdão do palavreado. Bem, a noite seguiu seu ritmo. Vimos nossos times do coração ganharem - eu atleticana (claro) e ela cruzeirense. Mas, o melhor ainda estava por vir. Entramos em seu quarto, quase nada no lugar. Conversamos um pouco, rimos um pouco mais...E, quando menos se esperava - o beijo - seus beijos me fazem viajar por lugares paradisíacos. Naquele momento nada mais importava, éramos nós duas. Eu e ela. Ela e eu. Ela, se entregou em meus braços como há muito não fazia. E eu, retribui cada suspiro, cada gesto, cada arrepio da pele. Fiquei ali deslizando minhas mãos sobre seu corpo nu por instantes a fio. Confesso que ficaria assim por uma eternidade, só que chega um momento que a excitação e o desejo comandam nossos sentidos. E, foi nesse instante que deixei que meus lábios tocassem seu fruto. Ela produzia um líquido viciante. Um misto de salgado e doce. Enfim, nossa sintonia era magnífica. E, entre gemidos e sussurros, o ápice total. Assim, nós nos abraçamos e ficamos ali, contemplando aquela deliciosa sensação de desejo e paixão, numa entrega total. Corpo, alma e coração.

Segundo ato - A entrega.

A noite caía e, após aqueles momentos de intensa volúpia sexual, ela veio me contar sobre seus sentimentos. Fiquei ali, ouvindo cada palavra, cada suspiro. Ela me dizia coisas tão lindas. Uma lágrima insistiu em cair. Mas, durona que só, tentou esconder - em vão. Ela tem o dom de me deixar sem palavras. Muda mesmo. Enquanto ela declarava seus sentimentos à mim, um turbilhão de pensamentos invadia minha cabeça. Não sei se foi por medo, fraqueza, insegurança. Enfim, só sei que não consegui dizer nada do que eu estava pensando. Somente saiu, as palavras de sempre. _ Não posso. _Não estou pronta. _Tenho medo de perder minha liberdade. A única coisa que eu tinha certeza, era que eu não queria perdê-la. Mas, isso não é pedir demais? Pois bem, pode ser. Só que naquele momento era meu único desejo. E, assim adormecemos. Ela com um lindo sorriso no rosto. E, eu com uma dúvida cruel em minha mente.

Terceiro ato - A descoberta.

Pois bem, estou eu aqui novamente. Mas, desta vez, não para falar dela - minha musa inspiradora - mas sim, para falar de mim, dos meus medos, das minhas inseguranças. Hoje pela manhã, quando acordei, comecei a me questionar um monte de coisas. Por exemplo, todos me acham muito seguira de mim, uma mulher forte, decidida. Mas, sinceramente, creio que isso tudo é uma grande mentira. Eu vivo numa mentira. Vivo dizendo por aí que a vida é feita de risco e que esses riscos têm que ser corridos para que ela valha a pena. Vivo gritando aos quatros ventos que não tenho medo de nada. Que sou intensa por demais. Que tudo que eu quero é viver o hoje. Que o amanhã ao futuro pertence. Então, eu me pergunto, pra quê esse medo de me entregar à alguém que me quer tão bem? Pra que essa insegurança de me doar àquela menina que me arranca sorrisos deliciosos, e que me faz ser melhor do que eu possa ser? Dizem que eu escrevo muito bem sobre o amor. Mas, então, porque não deixar que esse amor entre em minha vida e me faça ver o mundo com outros olhos?  Pois bem, cansei de me enganar. Cansei de ser a pessoa que vive boicotando a minha felicidade. Hoje pela manhã tudo isso me veio à mente. E, também hoje pela manhã, eu decidi tomar uma atitude. Decidi parar de ter medo de ser feliz pelo fato de que amanhã eu possa sofrer se acaso ela me deixar. Hoje eu decidi dar uma chance para nossa felicidade. Hoje eu decidi esquecer de todas as gurias que eu pretendia ficar e me entregar somente a ela. Talvez não seja uma tarefa muito fácil, mas eu quero. Eu quero ser feliz ao lado dessa menina do sorriso lindo. Eu quero acordar todas as manhãs com uma mensagem de "bom-dia" e dormir todas as noites com um beijo me desejando bons sonhos. Eu quero muito, e agora, com mais certeza do que nunca. Hoje eu escolho a felicidade. E hoje, eu escolho VOCÊ.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Dia frio.

Têm dias que dá uma vontade de sair por aí, sem destino certo. Vagar por uma estrada banhada de pinheiros por todos os lados. Sentir a brisa fria bater de leve em nossa face, enquanto uma pequena lágrima insiste em cair. Dividir o silêncio com aquela voz interna que teima em não se calar. Têm dias que é assim mesmo. Nossa única vontade é de subir até a montanha mais alta e ficar ali, olhando para o horizonte, tentando admirar novas paisagens. Contemplar o pôr-do-sol, enquanto o tempo passa lentamente. Compartilhar de toda essa beleza consigo mesma. Têm dias que dá aquela inveja dos pássaros. Nossa vontade é abrir os braços e voar. Voar o mais alto que puder. Desbravar novos lugares. Vivenciar novas sensações. Imaginar-se livre por alguns instantes. Sentir o vento bater forte contra nosso corpo nu. Olhar para dentro de si mesma e chorar ao ver o que se perdeu, ou mesmo, ao ver o que se poderá perder em algum momento. Têm dias que é assim mesmo. Temos aquela sensação de que se ficarmos sozinhos em algum lugar, distante de tudo e de todos, poderemos conseguir nos entender. Conseguir identificar claramente nossos sentimentos, nossas emoções, nossos quereres. Mas, paro e penso - as coisas não são tão simples como parecem - Assim, como não temos o dom de voar. Assim, como nunca conseguiremos ficar completamente sozinhos. Também não poderemos nos compreender por completo.  Sempre haverá um "porque". Sempre haverá aquele ponto de interrogação, aquele "se", aquele "quem-sabe". Talvez, esse seja o verdadeiro sentido da vida. Uma eterna busca pelo auto-conhecimento. É. Têm dias que nossa única vontade é adormecer por uma eternidade.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Eu não presto!

Sim! O título retrata exatamente o que eu penso sobre mim. Você pode estar pensando: _ Ah, ela só está fazendo um charminho. Precisando de atenção. Mas não, meu caro leitor. Eu, verdadeiramente, não presto. Não que eu seja uma pessoa ruim. Isso não. A questão é outra. Eu tenho o dom de magoar as pessoas que me querem bem. Não sei explicar o motivo pelo qual sou assim. Só sei que quando eu vejo, já magoei. E isso - apesar de certas pessoas não acreditarem - me magoa por demais. Me sinto péssima. Me odiando. Talvez eu mereça mesmo a solidão. Amar nunca foi o meu forte. Eu faço tudo errado, sempre! Essa minha mania de viver um dia após o outro, me torna escrava de mim mesma.  Agora mesmo, deixei que o sorriso daquela menina linda, de olhos brilhantes, fosse embora. Ela já não me sorri como antes, e, pior que isso, se desencantou. Brigar com ela por isso? Querer me retratar? Dizer que eu fui fraca e que isso nunca mais se repetirá? Não! Não posso. Não posso pelo simples fato de que "eu não presto". Como prometer algo que não sei se conseguirei cumprir? Enfim, fazer o quê? Esse é o preço pelo qual eu tenho que pagar. Deixar que pessoas maravilhosas passem pela minha vida levando uma imagem nada boa a meu respeito. Afastar de mim tudo que eu sei que me faria muito feliz. Tenho que aprender a assumir as consequências dos meus atos. Sou burro xucro. Selvagem. Bicho do mato. Indomável. Dizem por aí que cada um tem sua sina. Pois bem, essa deve ser a minha. Viver como um animal bárbaro. Que, ao mesmo tempo que é livre, passa sua vida preso a si mesmo.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Só por hoje.

Me encontro em estado de graça. Tenho me amado mais que antes. Tenho andado sorrindo para estranhos. E já nem tenho tido tanto medo do espelho. Já não me julgo tão incapaz como outrora. Os pesadelos desapareceram. E, juntamente com eles, os fantasmas que me assombravam a noite escura. Tenho sido mais feliz. Aliás, muito mais feliz. Radiante, eu diria! Não! Eu não ganhei na mega-sena (infelizmente). Muito menos, encontrei um trabalho que me desse um salário de político. Pelo contrário, minhas faturas dos cartões de crédito nunca estiveram tão altas. O motivo pelo qual ando cantando pelas ruas, achando tudo muito colorido e me deliciando com cada amanhecer, se resume a um sorriso. Sim! Exatamente isso. Um sorriso. Mas, não é um sorriso qualquer. É um sorriso encantador. Desses de fazer você esquecer todos os seus problemas num passe de mágica. "Ela" tem o sorriso mais lindo que já vi. E esse sorriso não me sai do pensamento. E, quanto mais penso nele, mais encantada me torno. E, quanto mais encantada eu fico, mais eu quero tê-lo por perto. É um sorriso viciante. Um misto de inocência e malícia. De menina e mulher. Indescritível. Apaixonante. Enfim, o seu sorriso me faz ser muito melhor do que eu posso ser. E é assim que eu quero que seja. Sempre e só por hoje.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Pinel

Me consideram louca, inconsequente e "sem-limites". E, daí? Sinto-me lisonjeada com tais adjetivos. Afinal, imagine a vida sem uma dose - uma dose não, várias doses - de loucura, insensatez ou regrada à limites. Ah!  Verdadeiramente, esse tipo de vida não foi feita para mim. Sou louca, insana, devassa e totalmente "sem-limites". Morro de medo de ser considerada uma pessoa "normal". A normalidade me causa angústia e tédio. Que digam que sou louca. Gritem aos quatro ventos. A loucura é a maior das virtudes! 

terça-feira, 5 de junho de 2012

O outro ser.

Vou cometer um assassinato! Sim! É isso mesmo que você está lendo. Tomei a decisão de matar você. Cansei de ser usada por ti. Cansei de viver a seu bel prazer. Não quero mais obedecer aos seus mandos e desmandos. Sua empáfia me corrói a carne. Quero ser dona da minha própria vida. Passei a noite planejando sua morte. Será lenta e dolorosa. Assim, como foram todos os meus dias ao seu lado. Derramarei muito sangue. Cada gota será proporcional à todas às vezes que me fez chorar. Quero ouvir seus gritos implorando por socorro - em vão - pois, ninguém estará lá para ouvir seus clamores. Também não ouviram os meus, quando sozinha, implorava por piedade. Você, se quer deu ouvidos aos meus lamentos, às minhas horas de solidão. Hoje, decidi colocar um fim a toda essa angústia que me dilacera. A toda essa podridão que me faz não ser eu e, sim, ser sempre você.Você já não mais me domina. Que saco! Cala essa boca imunda! Me deixa tomar as rédias da minha própria vida. Só quero viver. Ser feliz à minha maneira. Nada mais! Merda! Por que estou tentando fingir ser algo que não consigo? Olha só? Você está  aí, rindo da minha cara, não é? Você sabe que não serei capaz de colocar em prática meu plano maquiavélico. Você tem, exatamente, a certeza do quanto é sedutora. Do quão delicioso são seus atos aterrorizantes. E do quanto necessito deles pra sobreviver. Essa angústia é que me mantem viva. Droga! Estava tão decidida. Tinha tudo em mente. Muito bem planejado. Um assassinato frio e doloroso. E agora, nada! Estou aqui, entregue aos seus caprichos. Sou impotente perante sua crueldade. Receio até que ela me seja bastante necessária. Não tenho forças pra lutar contra. Você se apossou de minh'alma. Sou fraca. Um nada, apenas. Tenho somente o corpo. O resto já não mais me pertence. Mas, quer saber? Talvez, essa maneira de me entregar à você, nem seja de toda ruim. Talvez, realmente, não queira te matar.  Não, por não ter forças para tal, mas, simplesmente, pela certeza de que - quando chegar a minha hora de morrer - é você que estará lá para me dar o último "adeus".

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Perene.

Procuro um amor calmo e sereno. Desses que a gente sonha desde pequenina. Procuro paz, carinho e atenção. Procuro um amor que me queira como sou - intensa e arisca. Procuro um amor alegre, um amor brincalhão e, talvez, um tanto infantil. Procuro um amor que me acalante a alma e me cante canções de ninar. Quero violetas na janela, bem-ti-vis na varanda e cachorros no pomar. Procuro um amor singelo, frágil, delicado. Que o som macio da sua voz se torne mantra para meus ouvidos. Procuro um amor que se delicie com uma fruta colhida no pé. Que se lambuze chupando manga e que caia na gargalhada por isso. Quero dias de primavera e noites de verão. Procuro um amor que me traga café na cama, nada muito glamoroso - pão com manteiga e chá - e um botão de rosas extraída do nosso jardim. Procuro um amor que saiba apreciar um bom livro, que se encante com Dolores e que compreenda a essência de Clarice. Procuro um amor doce, em tons pastéis, manso. Que  passeie comigo de mãos dadas e não se envergonhe com isso. Procuro um amor que me leve a um parque de diversões para brincarmos num carrossel. E que, depois disso, me compre maça-do-amor e algodão-doce. Procuro um amor que goste de andar descalço pela areia. Que deite comigo numa praça e que fique olhando para o céu, brincando de adivinhar os desenhos formados pelas nuvens. Procuro um amor assim, simples, terno e aconchegante. Quero seu peito para me repousar e seus braços para embalar meus sonhos. Procuro um amor que me construa um chalé de madeira, tudo muito simples. Uma lareira para os dias de inverno e uma rede para as noites de lua cheia. Quero que o som das sirenes e buzinas deem lugar ao cantos dos pássaros e o choro das cigarras. Quero que os holofotes deem lugar ao brilho dos vaga-lumes. E que as avenidas deem lugar aos campos floridos por girassóis. Procuro um amor que goste de água doce, de banho de cachoeira e cheiro de terra molhada. Quero bailar por entre bolhas de sabão. Quero ir de encontro ao arco-iris. Dormir na relva e acordar com os cabelos molhados pelo orvalho da manhã. Procuro um amor assim; simples, sem excessos e luxos, ingênuo. Procuro....Procuro...e, de tanto procurar, temo que ele não mais virá. 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Eu que não sei nada do amor

Há algum tempo venho querendo escrever sobre o amor. Mas, o que dizer a respeito de um sentimento tão intenso? Sentimento esse, que leva pessoas a matarem e até mesmo morrerem em seu nome? Pois então, li alguns livros, ouvi canções de Chico Buarque - que pra mim é um profundo conhecedor do amor - pensei, busquei no fundo do meu âmago e, nada! De tanto pensar, cheguei a seguinte conclusão: Eu não sei nada sobre o amor! Triste isso, não é? 
Bem, também não quer dizer que eu nunca tenha amado. Já amei, sim. Bastante. Até mais do que devia, creio eu. Me lembro bem do meu primeiro amor. Fecho os olhos e posso reviver cada momento, cada lágrima derramada, cada palavra mal dita. Enfim, apesar de ter sido avassalador, não durou muito. Cansei de amar sozinha. Engraçado, não?. Já ouvi dizer que amor é doação. Então, por que não consegui amar sozinha? Será que não era amor? Ah, deixa pra lá. Talvez não tenha sido mesmo. 
Também já confundi carência com amor. Essa, me amou incondicionalmente, só que aí, foi a minha vez de não retribuir. Pelo menos, não dá maneira como ela queria.O tempo foi passando e eu ainda sem entender nada sobre esse tal de - amor -. Putz?! Por que será que não consigo compreender um sentimento tão puro e nobre? Jesus pregava o amor aos quatro ventos. Até morreu por ele. E eu, nada! Um mistério sem fim. 
Foi aí que o destino me apresentou alguém. Alguém que mudaria tudo. Alguém por quem eu seria capaz de mudar todos os meus sonhos só para construirmos novos sonhos juntas. Era tudo maravilhoso. Entre aspas, né? Nada é tão perfeito assim. Mas eu me sentia completa. Pela primeira vez estava amando e sendo amada. Me alegrava saber que eu tinha aprendido o que era o amor. Só que, numa noite de primavera, ela - minha amada - colocou tudo a perder. Me disse "adeus". Não porque não me amava, mas porque sentira desejo por outra pessoa. Diabos! Mas não dizem por aí, que quando se ama, só se têm olhos para o ser amado? Que merda! Voltaria à estava zero novamente. Tudo não passou de uma ilusão. Ela se foi e levou consigo todas as minhas convicções à respeito do amor. 
Bem, depois dessa, já estava a ponto de desistir. Só que aí veio o "amor virtual". Ah, o amor virtual! Intenso como eu adoro ser. Misterioso, apaixonante, vivo, real! Durou pouco, não mais que alguns meses. Mas o suficiente para ser lindo, mágico e deixar saudades. 
Minha última aventura na busca de compreender o amor veio com uma pessoinha deliciosamente estranha. Não estranha no sentido ruim da palavra. Mas, estranha no sentido de intrigante. Nunca sabia se me amava, ou se me odiava, se me queria por perto, ou se queria que eu sumisse de vez. Ótima com as palavras, inteligentíssima. Me fez voltar a ler, a escrever. Coisas que há muito eu havia esquecido. Só que, com essa, não foi amor. Bem, acho que foi sim - amor fraterno - faltou o amor carnal. E sem ele de nada adianta amar.  
Pois bem, essa é minha estória na busca de entender o amor. Creio eu que nada descobri. O amor ainda é uma incógnita para mim. Dizem até que ele foi criado pela sociedade consumista! Sei lá? Vai saber? 
Talvez, não saiba nada sobre o amor, por medo. Medo de descobrir e me ver presa, enraizada a um sentimento tão sublime e ao mesmo tempo tão demoníaco. 
Ah! Estou confusa agora. Não sei o que dizer, muito menos o que escrever a respeito do amor. No fundo, creio que ele nem foi feito para ser entendido. Quem sabe, ele não está aí simplesmente para ser sentido? Certamente, creio que só saberei essa resposta no dia em que fechar os meus olhos pela última vez. Aí sim, creio que terei aprendido o verdadeiro significado da palavra AMOR!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Encanto!

Ontem, enquanto conversávamos, ela veio com a seguinte pergunta: _O que está rolando entre a gente? Bem, confesso que já tinha me feito essa pergunta antes, mas não consegui chegar a uma resposta concreta. Não estou apaixonada, mas também não a vejo só como uma amiga. Não a amo, mas também não é alguém que seja indiferente. Sinceramente, não sei o que dizer a respeito do nosso envolvimento. Ela também está nessa, sem saber direito o que dizer. Num dado momento ela encontra a palavra, Encanto. Sim! É isso. Estamos encantadas uma pela outra. Nos encantamos com o nosso primeiro beijo (ah, que beijo!). Nos encantamos com nossos gostos musicais. Nos encantamos todas às vezes que ficamos tímidas. Nos encantamos sempre que nos faltam palavras para expressar nossas sensações... Estamos assim, encantadas. Também nos encantamos com a nossa química, com nossos sarros. Encantamos com nossas mensagens, nada românticas, mas que nos fazem ficar sem ar. Nos encantamos com as trocas de olhares, com os suspiros, com os abraços. E nos encantamos mais ainda quando nossos corpos se repousam depois de um clímax. Enfim, essa é mesmo a palavra - encanto -. Saber o que irá acontecer amanhã, não sabemos. E nem queremos saber. Queremos mesmo é viver o momento, o agora. Desfrutar de cada sorriso, cada palavra, cada gesto de carinho. Está tudo tão bom assim! Deixemos pra pensar no amanhã quando ele chegar. E espero que, quando ele chegar, que venha com muito mais encantamentos. L

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Funeral

Não te espero chegar. Não mais. Esperei muito. Tanto, que meus dias só se resumiam à hora em que eu deixasse meu trabalho e você estivesse na porta a minha espera. Pois é, isso não acontece mais. Não procuro mais saber como foi seu dia. Muito menos, se dormiu bem ou, se teve pesadelos. Hoje não leio mais as suas declarações de amor. Você já não é mais a pessoa que penso ao deitar e ao amanhecer. Não ouço nossa canção. Aliás, acho que nunca tivemos uma em específico, eram tantas. Pois bem, ainda escuto todas aquelas canções, mas você não me vem mais à memória. Meu corpo já não contêm mais as suas digitais. Seu gosto deu lugar a outro mais picante. Isso sem falar do seu perfume, esse se exalou de vez. Não choro mais. Nem mais sorriu quando te vejo passar. Meus desejos mais íntimos já não mais te pertencem. Tudo se foi como num passe de mágicas. Não que tenha sido fácil. Não foi mesmo. Mas, nada como o nosso bom e velho amigo tempo. Ele, o detentor de toda a sabedoria, soube fazer com que você simplesmente desaparecesse. É estranho pensar que todo aquele fervor, toda aquela paixão desmedida,  viesse acabar assim. Fazer o quê? A escolha não foi minha. Eu apenas não relutei. Deixei que você seguisse seu caminho em busca de algo que eu não poderia lhe dar. Talvez tivesse dado até mais do que você suportasse receber. Vai saber? Mas, enfim, acabou. E acabou de vez, sem deixar cicatrizes, nem mágoas e, muito menos, raízes. Acabou da forma mais intensa que existe. Nada de reticências nem ponto-e-vírgula. Sucumbiu. Como um milharal em chamas. Nada de nada sobrou. Não sei dizer até que ponto isso é bom ou ruim. Só sei que foi necessário. Só assim, meu coração poderá abrir-se novamente para outro alguém. Só assim, poderei fazer dos meus dias algo menos melancólico do que a espera. Esperei você chegar. Esperei até o dia em que você chegou e eu percebi que você já tinha partido

terça-feira, 22 de maio de 2012

Impudico

Ando tão sexual ultimamente. Não consigo pensar em nada que não seja relacionado a sexo. Mas entenda, não falo daquele sexo romântico, cheio de meiguices e ternuras. Falo do sexo carnal. De pele. Feito, puro e simplesmente, por desejo. É, ando muito perversa ultimante. Quero aquele sexo avassalador, com  palavras chulas e gritos ensurdecedores. Quero o sexo com arranhões, mordidas e puxões de cabelo. Nada de palavras doces ou gemidos tímidos. Quero tudo escancarado. Tudo muito. Muitos beijos, muito suor, muitos gritos. Quero o cheiro forte espalhado pelo quarto. Não aquele cheiro de rosas que costuma ficar no ar. Hoje eu tô preferindo a promiscuidade. Cansei daquele jeito carinhoso, daquela forma sutil de se amar. Quero ser a dama da noite. Aquela que exala sexualidade por onde passa. Que seduz apenas com o olhar. E que adora ser vista como profana. Quero sexo casual, sem hora marcada. Bastante libidinoso. Quero domar e ser domada, tudo ao mesmo tempo. Quero mastigar a carne e matar a sede com o líquido daquele corpo insano. Quero tudo e mais um pouco. Nossos corpos deslizando sobre o chão. A saliva, o suor, o gozo. Nada de vento ou frigidez. Quero carne. Quero fervura. Quero paixão. Quero o sabor da boca. A rigidez dos membros. O amargo do gozo. A voracidade do clímax. Quero dedos, mãos, língua. Como disse; quero tudo. Tudo e mais um pouco. Enfim, não entendo porque estou tão despudorada. Ah, sei lá. Talvez seja porque tenho andando com pessoas que fazem a minha mente viajar pelo pecado. Pelo proibido. É, é isso. É você que está fazendo isso comigo. É você que me faz não pensar em mais nada, a não ser no nosso sexo. Ah, e quer saber? Eu tô adorando tudo isso, viu? Pode vir. Vem logo. Vem do jeito que for. Nua e crua. Devassa e insana. Vem, que é assim que eu te quero. Completamente minha. Mesmo que só por um instante.  

Volúpia

O dia seguia tranquilamente. Não, minto! Estava mais colorido que os dias anteriores. De repente, me vem à mente aquela voz. Sensual e provocante. Resolvo dizer isso a ela. E pronto! As mensagens começam a brotar em meu celular. Cada uma mais excitante do que a outra. Ela parecia estar bastante envolvida naquela situação. E eu já não podia controlar minhas "caras e bocas". Era um misto do desejo e do proibido. Afinal, não estava sozinha naquele ambiente. O frio que fazia naquela tarde deu lugar ao calor intenso vindo de dentro. Mais especificamente, por entre as minhas pernas. As mensagens continuavam. Ela, me desejava. E eu, estava lá. Com certeza estava. Não em corpo físico, mas em pensamento. Estava ligada à ela por uma energia cósmica sem explicação. Ela diz não aguentar. Ah sim! Quer se entregar àquela viagem louca, profana e deliciosamente safada. Posso escutar os gemidos e sussurros vindo daquele quarto. A cada mensagem a excitação só aumenta. E, mutualmente, minha vontade de deliciar com aquele gosto agridoce. Ah! Aquele beijo! Encaixe perfeito. Nesse instante, ela não se segura e se toca. Faz de seus dedos, minha língua. Se entrega, literalmente. E eu, enlouqueço do outro lado da linha. Quanta volúpia. Quanta libertinagem. E nesse êxtase - o gozo -. Ela  me provoca pedindo para eu sentir o quão quente está. Eu, arrepio inteira. Sinto meu líquido molhar minha lingerie. Ela, exausta! Ah, garota! Me atiça, me enlouquece, me despudora. E no fim, com aquele jeitinho mais doce, se recompõe e volta a ser aquela menina tímida e angelical.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

E o amor, cadê?

Meu coração anda vazio. Não que ele esteja completamente vazio. Não é isso. Lá estão; minha família, meus amigos, meus bichos, meus cantores favoritos... Digo isso porque está faltando "aquele amor" - O amor que pra alguns é puramente comercial, mas que para mim, é vital -. Triste não? Eu acho. Tenho amor de sobra aqui dentro, sabe? Me dói saber que esse amor não está sendo desfrutado por alguém. Não gosto do fato de ouvir uma bela canção e não ter em quem pensar. Olhar para um botão de rosas e não ter a quem oferecer. Gosto desse lance de sentir saudade. De ficar com aquela dorzinha no peito quando ela demora a ligar. Ou simplesmente, ler e reler uma mensagem só pra sentir aquele gostinho de felicidade no ar. Gosto daquela sensação de "borboletas no estômago" ao ouvir uma voz doce e apaixonante. Sinto falta de tudo que só o amor pode proporcionar. Sinto falta até do ciúmes. Da insegurança. Daquela sensação estranha quando ela conversa com uma ex. Ah! Sinceramente, amar é muito bom. E eu me sinto impotente por não ter quem amar. Parece que não estou cumprindo bem o meu papel de ser humano. Parece que a vida está passando em brancas nuvens. Eu necessito amar. Mas quem? Cadê "aquela pessoa"? Aquela por quem você deixaria de assistir ao show da sua banda preferida só para ficar cuidando de um resfriado dela. Que você se sentiria repleta pelo simples fato dela ligar no meio da tarde dizendo que te ama. Cadê você minha flor, meu bebê? Em que vagão de trem noturno viajarás? Pode vir, estou a sua espera. Mas, não demora muito, tá? A vida da gente é um sopro. Amanhã talvez eu já não esteja mais aqui. E comigo só restará aquela sensação de ter fracassado. 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Transcender

Fazia uma noite bastante quente. Dessas que a gente pensa em colocar um balde gelo sobre os lençóis pra ver se, pelo menos alguns minutos, nosso corpo para de transpirar. Resolvi sair por aí. Caminhar um pouco. Quem sabe, a brisa daquela noite quente de verão, não me faria esquecer você. Fui andando sem rumo. E, ao mesmo tempo, com rumo certo. Meus passos me levavam até você. Ouvia a nossa música - Glory box (Portishead) - Ah, como era gostoso caminhar e lembrar dos nossos momentos! Nossos corpos entrelaçados entre gozos e sussurros. E quanto mais eu caminhava, mais minha pele transpirava. E quanto mais eu pensava, mais excitada eu ficava. Já era possível sentir o cheiro do nosso sexo. Minha calcinha já se encontrava bastante molhada. Continuei. Cheguei até sua casa. Não sei por qual motivo, a porta se encontrava entreaberta. Talvez você tenha pressentido que iria te visitar aquela noite. Fui subindo as escadas bem devagar. A cada degrau minha ansiedade só aumentava. Podia sentir o suor escorrendo pelas minhas costas. Minha pele arrepiava. Meu corpo clamava por teus beijos. Cheguei em seu quarto. Abri a porta vagarosamente. Que visão esplendorosa! A única luz que estrava era o trepidar de uma vela vermelha. Ali estava você - NUA - completamente nua. A pele alva. Branca como a neve. Cabelos soltos. Bem negros. Perdi a noção do tempo em que fiquei ali te observando. Olhava cada detalhe, cada curva. Seus seios enrijecidos. Tudo era tão belo e puro. Uma ninfeta. Virgem e casta. Cheguei mais perto. Toquei sua pele, ela se arrepiou. Os seios ficavam cada vez mais pontiagudos. Beijei seu colo. Você deu sinais de que acordaria. Mas voltou a dormir, profundamente. A esse momento, já não podia conter os estímulos do meu corpo. A minha única vontade naquele instante era sentir o seu líquido, quente e delicioso. Minhas mãos escorregaram por entre suas pernas. Meus dedos se envolveram naquela lubrificação. Penetrei. Levei meus dedos até minha boca. Gosto de néctar. Agridoce. Estava sedenta por seu gosto. Me ajoelhei e me pus a te sugar. Minha língua deslizava pelos seus orifícios. Aquele gosto era viciante. Movimentos intercalados. Indo e vindo. Subindo e descendo. A cada minuto seu clitóris se tornava mais rígido. Já não sei se dormia ou se fingia dormir. Isso não importava. Queria me deliciar. Abusar de você. Tirar sua castidade. E assim, continuei. Língua, saliva, gozo. Prazer, excitação, tara. Penetrei mais uma vez, não com os dedos, mas com boca e tudo.Senti suas pernas se contorcerem, seu corpo estremecer. O silêncio do quarto foi interrompido por um gemido ensurdecedor. Seu gosto ficou mais intenso. Você me agarrou com toda força. Era o ápice daquela noite. Um gozo insano e surreal. Enlouquecedor. E foi nesse instante que as luzes se acenderam e só pude sentir o doce cheiro de sexo findo do quarto ao lado.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Incógnito

Se eu não te amo mais, por que ainda procuro notícias suas?
Explique-me por que você ainda é a última pessoa que penso quando me deito? 
E que sempre invade meus sonhos? 
E que sempre me aparece pela manhã?
Se eu não te amo mais, por qual motivo vasculho sua vida?
Por qual motivo ainda te espero chegar?
Por qual motivo gostaria que seus textos fossem para mim?
Se eu não te amo mais, por que ainda não rearrumei as gavetas e joguei tudo fora?
Por que será que é você que vem à minha mente sempre que ouço uma bela canção?
Por que será que sinto ciúmes?
Por que será que sinto tanto sua falta?
Por que meus ouvidos ainda insistem em escutar o doce som da sua voz?
Que raios está acontecendo comigo?
Se eu não te amo mais, não era pro meu corpo te desejar tanto.
Não era pra meus lábios sentir o gosto dos seus beijos.
Muito menos sentir um frio na barriga todas às vezes que olho para uma foto sua.
Não! Está tudo errado! Eu não te amo mais! Ou será que ainda amo?

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Pra que querer saber o futuro, se o mais interessante da vida é justamente a incerteza do por vir.

Zefinim!

- A Morte - 
Desconheço pessoa mais sacana que essa tal de morte. Ela aparece assim; do nada; sem quê nem pra quê. Nos deixa sem palavras, sem ação. Não queremos olha-la de frente. Só que ela é má, já chega te intimando, com uma autoridade tamanha que nos causa pavor. E é desse jeito, não abre precedentes nem para uma negociação do tipo; Tudo bem! Pode me levar hoje, mas amanhã você me deixa voltar? Que nada! Com ela não tem argumentos. Quando aparece é instantâneo. Acabou! Mas, como assim? E os meus compromissos de amanhã? E os e-mails que deixei para responder um pouco mais tarde? Ah! Queria tanto saber como termina aquele livro que estou lendo. Sábado tem o aniversário da Michele, esperei tanto por esta festa. São 50 anos, minha cara! Putz! Acabei de me lembrar... não disse Eu te amo para minha companheira hoje. Não quis acorda-la. Estava dormindo tão profundamente! Ah não!!! Protesto!!! Não pode me levar agora! Que merda! Por que eu? Escolhe outro; mais velho, menos feliz... E você usa de todos os argumentos e nada! Okay! Desisto! Entrego os pontos! Creio que esse seja o único momento de nossas vidas que o melhor é desistir. É se entregar ou se entregar. É engraçado, não é? Não pensamos sobre ela, mas ela chega. Será que se pensássemos seria mais fácil aceitá-la? Creio que não. Enfim, como dizem; ela é a única certeza que temos. Então, vamos dar valor a cada segundo, a cada sorriso, a cada abraço e aperto de mão. Vamos dar sentido à nossas vidas. Daqui  a alguns segundo tudo isso - que não sabemos valorizar - pode se esvair. E aí, meu caro, será tarde demais.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Sinfonia



Mãos de pianista.
Encontraram no corpo dela as suas teclas.

Apanharam-na.

Afinaram as suas notas.

Tiveram a paciência de um imortal.

A certeza de um proprietário.

O tempo de todo o mundo.

Tencionaram cordas – e ela converteu-se num brinquedo espontâneo.

Tangendo sempre...

Flamenco nos seios.

Jazz no ventre.

Entre as pernas, um choradinho de arrancar lágrimas.
O bojo dos seus quadris apoiado sobre a coxa firme da pianista.

A mão esquerda conduzindo o seu braço numa valsa descabida.

A destra hábil gravou na sua medula a letra daquela canção.

Fez ecoar a voz da amada no recinto outrora vazio da alma da amante.

Ela contorceu-se, inclinou-se, gata em momento de preguiça, quatro patas, traseiro alto em alegre submissão.

A boca dela cantarolou no seu sexo.

Lábios com lábios.

E todas as janelas do seu corpo se abriram, se escancararam, berrando um convite.

Latejando.

Humedecendo.

Ela escolheu uma entrada.

A doce porta proibida.

Tocou de leve os glúteos fortes.

Cor de trigo.

Páginas sofisticadas.

Abriu-as.

O miolo de tal livro era algo para conhecer.

Ela regia uma sinfonia suave, morosa.

Primeiro os violinos.

Meigos, furtando suspiros precoces.

E a porta antes trancada foi cedendo devagar.

Então, os oboés. Os violoncelos. Os clarinetes. A divina cacofonia.

A amante avançou.

Tateou.

Dedos cegos mas espertos logo acharam o seu posto na orquestra.

Aninharam-se na alcova alagada de um órgão em flor.

Dedilharam...

Um, dois, três. Um, dois, três.

Encontraram o ritmo.

Sem pressa, ela a embalou.

Indo e vindo.

Afundando sempre.

Ela como um maestro conduziu.

A diva cantou. Prazer agudo. Palpitante.

Infringir a regra e jamais contar a ninguém.

Despejar o conteúdo de todas as gavetas.

Rasgar as páginas de todos os diários.

Falar de amor carnal e visceral em todos os altares.

Preencher com gozo divino todos os buracos mundanos.

Meter o pecado virtude adentro.

Entrar e sair do paraíso roçando o inferno. Roçando o fogo.

A voz dela rivalizou com as de todos os castrati.

Ah! Foi uma longa sinfonia.


Créditos:
http://tempusblogandi.blogspot.com/

Versos soltos


Ah! felicidade...
Em que vagão de trem noturno viajarás?

. . .

Nesses meus longos anos de vida, aprendi muito. Mas, o aprendizado mais sábio que tive foi que, se alguém não te quer é porque essa pessoa não te merece.

. . .

O homem é um ser que pode atingir a perfeição, que consiste em; libertar-se dos preconceitos religiosos, políticos, sociais e morais.

. . . 

Têm momentos em minha vida que sinto que não sou desse lugar, têm outros que tenho certeza.

. . . 

Às vezes a verdade pode ser incrivelmente complicada.

. . . 

Sou uma pessoa intensa por natureza..Eu amo demais, sofro demais, choro demais. Meio termo pra mim não existe. Eu sou ou não sou. Eu sinto ou não sinto.

. . .

Gosto das coisas simples. Quanto mais simples, mais sublime.

. . . 

Hoje é um daqueles dias que eu queria poder deitar numa grama e ficar ali olhando pro céu, tentando adivinhar os desenhos formados pelas nuvens e ouvindo o canto dos pássaros.

. . .

Alguém diz:
_ Deus te ama, só não ama o pecado que mora em você.
E quem disse que AMAR é pecado?
Eu cresci ouvido: 
_ Amai-vos uns aos outros como a ti mesmo.

. . .

Andar descalço pela grama, me lambuzar chupando manga, brincar de bolinha de sabão, rir de uma comédia romântica, chorar com uma propaganda de margarina...Isso é o que verdadeiramente me move. As coisas simples da vida.

. . .

Algumas pessoas vão te amar pelo que você é, e outras, vão te odiar pelo mesmo motivo... Acostume-se!!!

. . .

Deste ano que finda só levarei comigo o que foi doce.
O amargo que se foda! 



segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ponto final.

Acabou! Assim. Tão rápido como começou. Esse é o pior momento. É hora de rearrumar as gavetas. Jogar fora todos os sonhos, as fantasias, os quereres. Apagar todas as mensagens, todos os poemas. Deixa-la ir. Arrancá-la do peito e da mente. Mas, me explique como. Me explique como viver sem seus beijos doces, sem sua voz de menina, sem aquele jeitinho assustado de me olhar. Me diz como posso ir se você não mais está junto a mim. Tento ser forte, mas as lágrimas não querem me obedecer. São teimosas e insistem em cair a todo momento. Minha única vontade é adormecer, dormir copiosamente até toda essa tormenta passar. Que saco!!! Nem escrever consigo. Meus dedos não são competentes o suficiente para expressar o que mora aqui dentro. Raiva e angústia e mágoa e arrependimento e dor e saudade e A-M-O-R. Amor sim. Amor por alguém que não me deseja mais. E, que também nem sabe o motivo pelo qual isso aconteceu. Talvez doesse menos se ela me dissesse onde eu errei, em que ocasião falhei. Só que não. Ela não tem respostas para mim. Diz me amar - e eu creio no amor dela -, afinal, sexo e amor são sensações distintas, não é mesmo? Por que então não consigo ser tão racional como antes? Por que não coloco em minha cabeça, de uma vez por todas, que sou insuficiente para ela? Que não sou bela o suficiente para atraí-la e para fazê-la me desejar como mulher? Parece melancólico, não é? Mas é assim que me sinto. Numa total melancolia. Quero ir até as últimas consequências. Chorar até cansar. Ler e reler todas as mensagens, antes de apertar o  botão "excluir" do meu celular. Quero reviver todos nossos bons momentos. Sou assim. Tenho que me machucar, me ferir. Tenho que sofrer até a exaustão. Só assim, quem sabe, conseguirei rearrumar as gavetas e jogar tudo fora. Apagar de vez todos os planos e projetos que fiz para nós.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Migalhas.


Se me amas, demonstre! Não somente por belas palavras; estas são lindas, mas se perdem ao vento. Preciso de muito mais que isso. Necessito de pele, boca e mãos. Preciso sentir o calor proporcionado pela união de corpos. Preciso do suor da pele, do cheiro amadeirado produzido por ela. Necessito de beijos ardentes, molhados, intensos. Línguas entrelaçadas. Mordidas nos lábios. Preciso sentir aquele sabor de paixão. Aquele arrepio na pele quando os lábios tocam a nuca. Quero o toque forte e lento. Descompassado. As mãos a deslizar sobre meu corpo nu, desbravando cada parte, cada curva, cada orifício. Quero puxão de cabelo. Preciso ser domada, possuída. Quero palavras profanas. Gemidos despudorados. Necessito sentir o perfume que fica após uma ardente noite de luxúria e gozo. Preciso de vida! De amor! De sexo!...

Se verdadeiramente me amas, me rasgue a alma e penetre-se em mim com fervor e fúria. 

sexta-feira, 30 de março de 2012

[Re]encontrar.

Cadê você, que não vem me ver? Sinto sua falta! Minha pele arrepia. Não de frio, mas de saudade dos seus abraços. Meus lábios estão ressecados. Necessidade dos seus beijos apaixonantes. Meus olhos já não mudam mais de cor. Estão sem vida. Meu peito está transbordando sensações. Sensações estas, que não sei se me trazem alegria e/ou sofrimento. Sinto um nó na garganta. Creio que seja reflexo de todas às vezes que esforcei para segurar as lágrimas. Ah, bela menina!! Onde é que você se esconde? Cadê aqueles olhos brilhantes, cheios de vida, pelo qual eu me encantei à primeira vista? Cadê suas mãos suaves, seus toques firmes e quentes? Cadê seu sorriso malicioso, que me deixava trêmula? Onde está a minha garota? Essa, que se orgulhava quando dizia que iria me conquistar?... Será que tudo não passou de uma deliciosa ilusão? Será que você foi mais uma imaginação - como os amigos imaginários que temos na infância -?... A saudade está me tirando o que eu tenho de mais  bonito - o meu sorriso -. Aliás, essa saudade tem me visitado muito ultimamente! Penso em desistir de procurar, mas não quero! Não quero porque eu sei que está aí, em algum lugar desse imenso jardim. Só preciso encontrar a forma correta de procurar. Não tenha medo. O lado de cá é tão mais belo! Bem que você poderia me dar uma pista! Uma direção a seguir. Ou talvez, você não queira mais ser achada. Talvez queira ficar aí, onde estás, escondida dos seus próprios medos e conflitos... Enfim, me diz o que fazer. Me embrenhar nesse jardim, denso e escuro, à sua procura; ou virar às costas e seguir em frente, crendo que tudo não passou de um lindo sonho?

segunda-feira, 26 de março de 2012

Egocêntrica!

Por favor, me deixe descansar? Deixe que eu retire dos meus ombros essa mala-sem-alça? Ela está um tanto quanto pesada e meus ombros doem. Será que é pedir muito? Pode ser só por hoje! Só por hoje, me deixe aqui, quietinha. Desmarque meus compromissos. Cancele o dentista. Me dispense dos afazeres domésticos. Leve meu filho a um parque de diversões. Só por hoje, vai? Só por hoje, encontre um novo amor para minha namorada. Me tire a obrigação de ter que ir ao trabalho. Me faça esquecer os estudos. Só por hoje, não quero nada! Nem celular, nem internet, nem livros e muito menos televisão! Quero o sossego. Quero o breu. Quero um maço de Malboro. Sim! Tudo bem. Eu realmente não fumo. Mas hoje, necessito de alguns tragos. Quero ver a cor da brasa queimando e poluindo meus pulmões. Quem sabe assim, meus pensamentos não se esvaem juntamente com a sua fumaça? Também quero algumas doses de conhaque - Domecq, por favor - Me ajuda a relaxar. Não! Não quero música. Quero ouvir o som do meu próprio silêncio. Careço disso. Quero me embriagar de mim mesma. Até enjoar! Posso pedir uma tempestade? Amo noites tempestuosas. Os raios riscando os céus. Aqueles clarões inesperados. O som ensurdecedor dos trovões. Ah! Aquele som me entra nos ouvidos como sinfonia. É tão belo e, ao mesmo tempo, tão aterrorizador. Agora um último pedido. Me deixe morrer? Só por hoje. Não que não queira viver. Quero e necessito! Mas é que eu vejo a morte como um troféu, uma congratulação por ter vencido a guerra. E é isso que quero. Ser congratulada por mais uma batalha ganha. Quero honra ao mérito. Quero todos me olhando, quietinha em meu caixão. Por favor? Me deixe ficar quietinha, ali? Para que, talvez ao amanhecer, eu possa ressurgir das cinzas - como uma fênix - e possa ser alguém mais forte e guerreira para encarar mais uma grande batalha. Obrigada!!! 

Um anjo chamado João

Quando era criança ouvia minha avó dizer que o nome “João” era abençoado.
Sempre que nascia um menino, já vinha ela com a frase:
_Batiza esse menino de João.....
Hoje já com os meus vinte e poucos anos (rsrs), tive o privilégio de entender o motivo pelo qual minha avó dizia sempre esta frase.....
O universo me proporcionou um encontro divino com o “João”, que pode ser de Deus, ser Paulo, ou Pedro e até mesmo José....
Mas que prefiro dizer somente “Anjo”...
Um anjo sem asas e sem auréola, sem cabelos louros e cacheados...
Mas com um sentimento de tamanha pureza que nos deixa sem palavras...
Contudo, não poderia ser diferente, é um “artista”...
Um anjo que às vezes não agrada a todos, mas que com sua simplicidade, consegue lapidar o “mal-entendido” e deixar somente os ensinamentos...
Um anjo que tem o dom de expressar seus sentimentos por meio das palavras....
Um anjo chamado “João”
 


Bem, esse texto eu fiz para um poeta que tive o prazer de conhecer, numa tarde inusitada de sábado, num barzinho no Edifício Maleta. Um escritor de um potencial incrível. Abaixo, lhes apresento de seus textos, que eu considero um dos melhores dele. É de uma sutileza inenarrável. Espero que gostem. 


Mesa de Jantar
(João Lenjob)

Sabes o que eu te faria meu bem?
Dava-te minha alegria para sempre
Mostrava-te o futuro diferente
Desprendia-te do passado forte
Enchia de flores o teu presente
Seria tua mesa de jantar
Com a toalha da felicidade
Um prato repleto de sorrisos
E talheres para que pudesses degustar
Numa taça um licor de satisfação
Com a salada de contentamento
Completando a refeição que é a vida.

Depois te descansaria em meu colo
Onde eu recitasse todo o sentimento
Real e que nunca faz mal
Explicação de como a vida pode ser boa
Que a tristeza é uma doença
(Que pode até ser contagiosa)
E o remédio é ato somente da compreensão
Uma semente como um comprimido
Mas que faz brotar um olhar sempre amigo
Um amor companheiro, sincero e vivo
Assim meus dedos faziam-te carinho
E desaguariam toda a minha ternura
E tua pele pétala magoada
Acordaria para o olhar do sol.

Depois de um dia todo em “revigor”
Ajeitaria-te em meus braços
Para que dormisses aliviada
Respirando leve um novo sonho
Tendo consciência plena de teu ser
Assim acordarias aconchegada em meu peito
Aninhada em minha vida agraciada por tua presença
Já jorrando para tua retina o olhar da esperança
Sem maldade, de jovem ou de criança
Como sob o globo colorido de uma dança
Dos tempos juntinhos de quase infância
Então te acenaria o passarinho
Responsável por esta balada de bom-dia
E as flores que o apreciam
O verde das árvores que o entende
A natureza que o enxerga pacientemente
E não querias nem tentar.

Muita coisa é misteriosa na vida
Tentar ficar alegre é também sonhar
É aceitar o novo mundo
Ver beleza em outras coisas
É sorrir com os olhos cheios para dar
E não é defeito sorrir ou por isso chorar
Não é pecado amar e nem sofrer por amar
Só é pecado não “desamar”o que não é amor
Todos os caminhos têm ventos
Perfumados da fé e da esperança
E não senti-los é somente se esconder da vida.

Lembras que falei da mesa de jantar?
Talvez a comida não seja sempre muita
E nem tão tomada e variada de prazeres
Mas é suficiente para que vivas
E com a sinceridade de minha mão
Que te posiciono a cadeira
Educada e cordialmente te sento na expectativa
Sirvo-te da simples e fiel alegria que conheço
E bom apetite!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Será amor?

Como esse tal de amor é engraçado, não é?
Ele chega sem pedir licença, desbravando tudo, e simplesmente se instala. E juntamente com ele, vêm os dias mais alegres, as risadas mais gostosas. Tudo parece ser tão mágico que chega a ser inacreditável. Tantos planos, inúmeras promessas de amor eterno. Já não conseguimos disfarçar a alegria estampada em nossa face. Quando estamos longe, as horas parecem não ter fim. Mas se estamos perto, passam num galope tremendo. Temos a certeza que nada mais importa. Só você e ela. Numa sublime história de amor. Mas aí, de repente, não mais que de repente, tudo se torna passado. Os planos, as promessas de amor eterno. Nada! Nada mais importa. Tudo se esvai como num sobro. Os dias  já não têm mais o mesmo brilho de antes. As horas se tornam intermináveis. Sentimos uma vontade incontrolável de gritar. Gritar, até perder a voz. Mas, a única coisa que fica é uma sensação de impotência. As lágrimas são nosso único refugio. A dor que se instala em nosso peito é pungente. Tão pungente que podemos compara-la a dor que uma mãe sente na hora do parto. Só que, infelizmente, nesse caso não haverá a alegria do nascimento de um filho, mas sim, a tristeza da morte de um grande amor.

Anota aí!

Anota aí para seu dia de hoje: 
Cultivar o desapego. 
Se importar menos. 
Não se abalar por nada, nem ninguém. 
Correr atrás daquilo que faça seu coração vibrar. 
Ficar perto de quem te quer bem. 
Sonhar. 
Se amar mais. 
Esquecer tudo aquilo que te faça mal. 
Anota aí: 
Cair na real!

Quereres

Quero que ela me amasse
que cheire
me caste
...

Quero que ela me cubra
me descubra
me invente e reinvente
...

Quero que ela me inunde
me sacie
 me embriague
...
Quero que ela me ame
 me arranhe
 me queira
...
Quero!
Seu beijo na minha boca
Seu cheiro em meus pulmões
 Sua pele rente a minha
 Seu gosto
 Seu corpo...tudo!! 
Quero tudo e mais um pouco
...
E ela? 
Será que ela me quer?