sexta-feira, 27 de julho de 2012

Lutar,lutar e lutar.


Estão dizendo por aí que está muito cedo para comemorações, que o campeonato está só começando. Realmente, concordo com vocês, ainda não tem nada ganho. Só que vocês não podem negar que estamos fazendo nossa parte. 
Só quem ama - incondicionalmente - assim como eu amo o meu Clube Atlético Mineiro, sabe o quanto cada vitória é importante. Só quem já derramou lágrimas por dias a fio assim como eu derramei, sabe o quanto meu coração se enche de orgulho e de alegria a cada gol marcado. Só quem já enfrentou horas na estrada, engarrafamentos e voltou pra casa amargando uma derrota, sabe o quanto esse momento tem que ser comemorado. 
Eles dizem que não temos títulos, que somos sofredores. Realmente, não temos títulos importantes, mas temos algo que supera qualquer troféu. Temos AMOR. Amor por uma camisa que não é apenas feita de pano, mas principalmente de suor e lágrimas. Ver meu glorioso jogando com raça e determinação, me faz ter muito orgulho, sim! Ver a massa incendiando o estádio, cantando com alma e coração, enche meu peito de amor. 
Eu sou assim, nasci atleticana. Já chorei, já sofri, já me envergonhei com a falta de escrúpulo de alguns dirigentes, só que agora é momento de festa, momento de se orgulhar, momento de dizer com letras garrafais: 
SOU ATLETICANA ALÉM DA MORTE!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Primeiro ato - A carne.

A tarde passava lentamente. Ali estava eu, embrenhada num monte de papéis e trabalhos por fazer. Não conseguia me concentrar. Meu único pensamento era como ela reagiria à surpresa que estava prestes a lhe fazer. Tentei convencê-la a vir me ver. Tudo encenação. Uma mensagem aqui, uma mentirinha ali. Quando lá cheguei, ela não estava. Talvez, tenha sido melhor assim. Pude quebrar o gelo entre mim e seus pais. Aliás, a família quase toda, inclusive, irmão, tio, tia, primos e primas. Enquanto isso, ela ainda não acreditava que eu realmente estivesse lá. Tomei algumas cervejas. E, pronto! Lá estava ela, com uma carinha de assustada. Sem saber como agir, e muito menos o que dizer. Mas, isso não tem importância...eu falo pra "caralho", com o perdão do palavreado. Bem, a noite seguiu seu ritmo. Vimos nossos times do coração ganharem - eu atleticana (claro) e ela cruzeirense. Mas, o melhor ainda estava por vir. Entramos em seu quarto, quase nada no lugar. Conversamos um pouco, rimos um pouco mais...E, quando menos se esperava - o beijo - seus beijos me fazem viajar por lugares paradisíacos. Naquele momento nada mais importava, éramos nós duas. Eu e ela. Ela e eu. Ela, se entregou em meus braços como há muito não fazia. E eu, retribui cada suspiro, cada gesto, cada arrepio da pele. Fiquei ali deslizando minhas mãos sobre seu corpo nu por instantes a fio. Confesso que ficaria assim por uma eternidade, só que chega um momento que a excitação e o desejo comandam nossos sentidos. E, foi nesse instante que deixei que meus lábios tocassem seu fruto. Ela produzia um líquido viciante. Um misto de salgado e doce. Enfim, nossa sintonia era magnífica. E, entre gemidos e sussurros, o ápice total. Assim, nós nos abraçamos e ficamos ali, contemplando aquela deliciosa sensação de desejo e paixão, numa entrega total. Corpo, alma e coração.

Segundo ato - A entrega.

A noite caía e, após aqueles momentos de intensa volúpia sexual, ela veio me contar sobre seus sentimentos. Fiquei ali, ouvindo cada palavra, cada suspiro. Ela me dizia coisas tão lindas. Uma lágrima insistiu em cair. Mas, durona que só, tentou esconder - em vão. Ela tem o dom de me deixar sem palavras. Muda mesmo. Enquanto ela declarava seus sentimentos à mim, um turbilhão de pensamentos invadia minha cabeça. Não sei se foi por medo, fraqueza, insegurança. Enfim, só sei que não consegui dizer nada do que eu estava pensando. Somente saiu, as palavras de sempre. _ Não posso. _Não estou pronta. _Tenho medo de perder minha liberdade. A única coisa que eu tinha certeza, era que eu não queria perdê-la. Mas, isso não é pedir demais? Pois bem, pode ser. Só que naquele momento era meu único desejo. E, assim adormecemos. Ela com um lindo sorriso no rosto. E, eu com uma dúvida cruel em minha mente.

Terceiro ato - A descoberta.

Pois bem, estou eu aqui novamente. Mas, desta vez, não para falar dela - minha musa inspiradora - mas sim, para falar de mim, dos meus medos, das minhas inseguranças. Hoje pela manhã, quando acordei, comecei a me questionar um monte de coisas. Por exemplo, todos me acham muito seguira de mim, uma mulher forte, decidida. Mas, sinceramente, creio que isso tudo é uma grande mentira. Eu vivo numa mentira. Vivo dizendo por aí que a vida é feita de risco e que esses riscos têm que ser corridos para que ela valha a pena. Vivo gritando aos quatros ventos que não tenho medo de nada. Que sou intensa por demais. Que tudo que eu quero é viver o hoje. Que o amanhã ao futuro pertence. Então, eu me pergunto, pra quê esse medo de me entregar à alguém que me quer tão bem? Pra que essa insegurança de me doar àquela menina que me arranca sorrisos deliciosos, e que me faz ser melhor do que eu possa ser? Dizem que eu escrevo muito bem sobre o amor. Mas, então, porque não deixar que esse amor entre em minha vida e me faça ver o mundo com outros olhos?  Pois bem, cansei de me enganar. Cansei de ser a pessoa que vive boicotando a minha felicidade. Hoje pela manhã tudo isso me veio à mente. E, também hoje pela manhã, eu decidi tomar uma atitude. Decidi parar de ter medo de ser feliz pelo fato de que amanhã eu possa sofrer se acaso ela me deixar. Hoje eu decidi dar uma chance para nossa felicidade. Hoje eu decidi esquecer de todas as gurias que eu pretendia ficar e me entregar somente a ela. Talvez não seja uma tarefa muito fácil, mas eu quero. Eu quero ser feliz ao lado dessa menina do sorriso lindo. Eu quero acordar todas as manhãs com uma mensagem de "bom-dia" e dormir todas as noites com um beijo me desejando bons sonhos. Eu quero muito, e agora, com mais certeza do que nunca. Hoje eu escolho a felicidade. E hoje, eu escolho VOCÊ.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Dia frio.

Têm dias que dá uma vontade de sair por aí, sem destino certo. Vagar por uma estrada banhada de pinheiros por todos os lados. Sentir a brisa fria bater de leve em nossa face, enquanto uma pequena lágrima insiste em cair. Dividir o silêncio com aquela voz interna que teima em não se calar. Têm dias que é assim mesmo. Nossa única vontade é de subir até a montanha mais alta e ficar ali, olhando para o horizonte, tentando admirar novas paisagens. Contemplar o pôr-do-sol, enquanto o tempo passa lentamente. Compartilhar de toda essa beleza consigo mesma. Têm dias que dá aquela inveja dos pássaros. Nossa vontade é abrir os braços e voar. Voar o mais alto que puder. Desbravar novos lugares. Vivenciar novas sensações. Imaginar-se livre por alguns instantes. Sentir o vento bater forte contra nosso corpo nu. Olhar para dentro de si mesma e chorar ao ver o que se perdeu, ou mesmo, ao ver o que se poderá perder em algum momento. Têm dias que é assim mesmo. Temos aquela sensação de que se ficarmos sozinhos em algum lugar, distante de tudo e de todos, poderemos conseguir nos entender. Conseguir identificar claramente nossos sentimentos, nossas emoções, nossos quereres. Mas, paro e penso - as coisas não são tão simples como parecem - Assim, como não temos o dom de voar. Assim, como nunca conseguiremos ficar completamente sozinhos. Também não poderemos nos compreender por completo.  Sempre haverá um "porque". Sempre haverá aquele ponto de interrogação, aquele "se", aquele "quem-sabe". Talvez, esse seja o verdadeiro sentido da vida. Uma eterna busca pelo auto-conhecimento. É. Têm dias que nossa única vontade é adormecer por uma eternidade.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Eu não presto!

Sim! O título retrata exatamente o que eu penso sobre mim. Você pode estar pensando: _ Ah, ela só está fazendo um charminho. Precisando de atenção. Mas não, meu caro leitor. Eu, verdadeiramente, não presto. Não que eu seja uma pessoa ruim. Isso não. A questão é outra. Eu tenho o dom de magoar as pessoas que me querem bem. Não sei explicar o motivo pelo qual sou assim. Só sei que quando eu vejo, já magoei. E isso - apesar de certas pessoas não acreditarem - me magoa por demais. Me sinto péssima. Me odiando. Talvez eu mereça mesmo a solidão. Amar nunca foi o meu forte. Eu faço tudo errado, sempre! Essa minha mania de viver um dia após o outro, me torna escrava de mim mesma.  Agora mesmo, deixei que o sorriso daquela menina linda, de olhos brilhantes, fosse embora. Ela já não me sorri como antes, e, pior que isso, se desencantou. Brigar com ela por isso? Querer me retratar? Dizer que eu fui fraca e que isso nunca mais se repetirá? Não! Não posso. Não posso pelo simples fato de que "eu não presto". Como prometer algo que não sei se conseguirei cumprir? Enfim, fazer o quê? Esse é o preço pelo qual eu tenho que pagar. Deixar que pessoas maravilhosas passem pela minha vida levando uma imagem nada boa a meu respeito. Afastar de mim tudo que eu sei que me faria muito feliz. Tenho que aprender a assumir as consequências dos meus atos. Sou burro xucro. Selvagem. Bicho do mato. Indomável. Dizem por aí que cada um tem sua sina. Pois bem, essa deve ser a minha. Viver como um animal bárbaro. Que, ao mesmo tempo que é livre, passa sua vida preso a si mesmo.