sexta-feira, 4 de março de 2022

Ponto de partida.

Se foi do mesmo jeito que chegou: de repente. A chegada me trouxe alegria. Momentos de pura excitação. Aquele gostinho de "quero-mais". Tudo se encaixava; as conversas, os gostos musicais, a forma de ver a vida. Até na loucura nos entendíamos. Muitos momentos marcantes. Muitas gargalhadas. Troca de olhares. Suspiros. Corações descompassados. Era a paixão dando "às caras" em nossas vidas. O tempo passava depressa demais. Nada importava mais do quê o que era vivenciado naquele momento. Éramos eu e ela! Nada de porquês, nem tão pouco cobranças. Mas, enfim, chega uma hora que não dá pra ficar só nesse lance do "sem compromisso". Chega uma hora que queremos mais, queremos ter a pessoa pra gente, só pra gente. E é aí que as coisas complicam. Começamos a colocar defeitos onde não tinha, ou tinha, mas eram passados despercebidos. Entram os benditos porquês. E, juntamente com eles, as cobranças, as mágoas. Um começa a achar que está se doando mais do que o outro. As atitudes já não são mais as mesmas. Basta uma palavra mal dita para que tudo se escorra por entre os dedos. Todos os planos, todas as noites deliciosas, os presentes, as declarações de amor. Nada mais importa. É! Nós seres humanos somos uns imbecis mesmo. Pra quê mudar algo que já estava tão bom? Pra que achar que, a partir do momento que nasce um "compromisso", um passa a querer moldar o outro? Infelizmente, é isso que acontece. Quando não conseguimos encontrar o equilíbrio tudo se torna muito mais difícil. Às vezes a paixão não é suficiente para que possamos construir um único caminho. Fazer o quê, não é? Só nos resta arregaçar as mangas e ir em frente. Guardar o que foi de bom e aprender com o que não foi tão bom assim. Ela se foi, tão rápido como chegou. Mas, e a paixão? Ah! Essa sim, ainda continua aqui. Guardada a sete chaves. E, por mais estranho que pareça, ela não me faz sofrer. Me faz ver que valeu muito a penar me apaixonar por aquela menina do sorriso doce(apesar de ultimamente ele não estar tão doce assim). 

2 comentários:

  1. Irônico isso... a existência dessa merda que chamam de "amor"
    É só ele chegar, que tudo se estraga, tudo se acaba!
    As pessoas se acomodam pela existência desse sentimento infeliz, e pensam não precisarem mais se amar de verdade! Um rótulo... Só isso!
    Não que a culpa seja dele, mas do comodismo das partes que nele vivem!

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  2. A culpa nunca é do amor. Amor é cumplicidade, aceitação, companheirismo, doação. O problema é que as pessoas não sabem lidar com a sutileza do amor. E aí, acabam estragando algo tão sublime e perfeito.

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