segunda-feira, 26 de março de 2012

Um anjo chamado João

Quando era criança ouvia minha avó dizer que o nome “João” era abençoado.
Sempre que nascia um menino, já vinha ela com a frase:
_Batiza esse menino de João.....
Hoje já com os meus vinte e poucos anos (rsrs), tive o privilégio de entender o motivo pelo qual minha avó dizia sempre esta frase.....
O universo me proporcionou um encontro divino com o “João”, que pode ser de Deus, ser Paulo, ou Pedro e até mesmo José....
Mas que prefiro dizer somente “Anjo”...
Um anjo sem asas e sem auréola, sem cabelos louros e cacheados...
Mas com um sentimento de tamanha pureza que nos deixa sem palavras...
Contudo, não poderia ser diferente, é um “artista”...
Um anjo que às vezes não agrada a todos, mas que com sua simplicidade, consegue lapidar o “mal-entendido” e deixar somente os ensinamentos...
Um anjo que tem o dom de expressar seus sentimentos por meio das palavras....
Um anjo chamado “João”
 


Bem, esse texto eu fiz para um poeta que tive o prazer de conhecer, numa tarde inusitada de sábado, num barzinho no Edifício Maleta. Um escritor de um potencial incrível. Abaixo, lhes apresento de seus textos, que eu considero um dos melhores dele. É de uma sutileza inenarrável. Espero que gostem. 


Mesa de Jantar
(João Lenjob)

Sabes o que eu te faria meu bem?
Dava-te minha alegria para sempre
Mostrava-te o futuro diferente
Desprendia-te do passado forte
Enchia de flores o teu presente
Seria tua mesa de jantar
Com a toalha da felicidade
Um prato repleto de sorrisos
E talheres para que pudesses degustar
Numa taça um licor de satisfação
Com a salada de contentamento
Completando a refeição que é a vida.

Depois te descansaria em meu colo
Onde eu recitasse todo o sentimento
Real e que nunca faz mal
Explicação de como a vida pode ser boa
Que a tristeza é uma doença
(Que pode até ser contagiosa)
E o remédio é ato somente da compreensão
Uma semente como um comprimido
Mas que faz brotar um olhar sempre amigo
Um amor companheiro, sincero e vivo
Assim meus dedos faziam-te carinho
E desaguariam toda a minha ternura
E tua pele pétala magoada
Acordaria para o olhar do sol.

Depois de um dia todo em “revigor”
Ajeitaria-te em meus braços
Para que dormisses aliviada
Respirando leve um novo sonho
Tendo consciência plena de teu ser
Assim acordarias aconchegada em meu peito
Aninhada em minha vida agraciada por tua presença
Já jorrando para tua retina o olhar da esperança
Sem maldade, de jovem ou de criança
Como sob o globo colorido de uma dança
Dos tempos juntinhos de quase infância
Então te acenaria o passarinho
Responsável por esta balada de bom-dia
E as flores que o apreciam
O verde das árvores que o entende
A natureza que o enxerga pacientemente
E não querias nem tentar.

Muita coisa é misteriosa na vida
Tentar ficar alegre é também sonhar
É aceitar o novo mundo
Ver beleza em outras coisas
É sorrir com os olhos cheios para dar
E não é defeito sorrir ou por isso chorar
Não é pecado amar e nem sofrer por amar
Só é pecado não “desamar”o que não é amor
Todos os caminhos têm ventos
Perfumados da fé e da esperança
E não senti-los é somente se esconder da vida.

Lembras que falei da mesa de jantar?
Talvez a comida não seja sempre muita
E nem tão tomada e variada de prazeres
Mas é suficiente para que vivas
E com a sinceridade de minha mão
Que te posiciono a cadeira
Educada e cordialmente te sento na expectativa
Sirvo-te da simples e fiel alegria que conheço
E bom apetite!

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