Acabou! Assim. Tão rápido como começou. Esse é o pior momento. É hora de rearrumar as gavetas. Jogar fora todos os sonhos, as fantasias, os quereres. Apagar todas as mensagens, todos os poemas. Deixa-la ir. Arrancá-la do peito e da mente. Mas, me explique como. Me explique como viver sem seus beijos doces, sem sua voz de menina, sem aquele jeitinho assustado de me olhar. Me diz como posso ir se você não mais está junto a mim. Tento ser forte, mas as lágrimas não querem me obedecer. São teimosas e insistem em cair a todo momento. Minha única vontade é adormecer, dormir copiosamente até toda essa tormenta passar. Que saco!!! Nem escrever consigo. Meus dedos não são competentes o suficiente para expressar o que mora aqui dentro. Raiva e angústia e mágoa e arrependimento e dor e saudade e A-M-O-R. Amor sim. Amor por alguém que não me deseja mais. E, que também nem sabe o motivo pelo qual isso aconteceu. Talvez doesse menos se ela me dissesse onde eu errei, em que ocasião falhei. Só que não. Ela não tem respostas para mim. Diz me amar - e eu creio no amor dela -, afinal, sexo e amor são sensações distintas, não é mesmo? Por que então não consigo ser tão racional como antes? Por que não coloco em minha cabeça, de uma vez por todas, que sou insuficiente para ela? Que não sou bela o suficiente para atraí-la e para fazê-la me desejar como mulher? Parece melancólico, não é? Mas é assim que me sinto. Numa total melancolia. Quero ir até as últimas consequências. Chorar até cansar. Ler e reler todas as mensagens, antes de apertar o botão "excluir" do meu celular. Quero reviver todos nossos bons momentos. Sou assim. Tenho que me machucar, me ferir. Tenho que sofrer até a exaustão. Só assim, quem sabe, conseguirei rearrumar as gavetas e jogar tudo fora. Apagar de vez todos os planos e projetos que fiz para nós.
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