segunda-feira, 16 de julho de 2012

Eu não presto!

Sim! O título retrata exatamente o que eu penso sobre mim. Você pode estar pensando: _ Ah, ela só está fazendo um charminho. Precisando de atenção. Mas não, meu caro leitor. Eu, verdadeiramente, não presto. Não que eu seja uma pessoa ruim. Isso não. A questão é outra. Eu tenho o dom de magoar as pessoas que me querem bem. Não sei explicar o motivo pelo qual sou assim. Só sei que quando eu vejo, já magoei. E isso - apesar de certas pessoas não acreditarem - me magoa por demais. Me sinto péssima. Me odiando. Talvez eu mereça mesmo a solidão. Amar nunca foi o meu forte. Eu faço tudo errado, sempre! Essa minha mania de viver um dia após o outro, me torna escrava de mim mesma.  Agora mesmo, deixei que o sorriso daquela menina linda, de olhos brilhantes, fosse embora. Ela já não me sorri como antes, e, pior que isso, se desencantou. Brigar com ela por isso? Querer me retratar? Dizer que eu fui fraca e que isso nunca mais se repetirá? Não! Não posso. Não posso pelo simples fato de que "eu não presto". Como prometer algo que não sei se conseguirei cumprir? Enfim, fazer o quê? Esse é o preço pelo qual eu tenho que pagar. Deixar que pessoas maravilhosas passem pela minha vida levando uma imagem nada boa a meu respeito. Afastar de mim tudo que eu sei que me faria muito feliz. Tenho que aprender a assumir as consequências dos meus atos. Sou burro xucro. Selvagem. Bicho do mato. Indomável. Dizem por aí que cada um tem sua sina. Pois bem, essa deve ser a minha. Viver como um animal bárbaro. Que, ao mesmo tempo que é livre, passa sua vida preso a si mesmo.

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