A tarde passava lentamente. Ali estava eu, embrenhada num monte de papéis e trabalhos por fazer. Não conseguia me concentrar. Meu único pensamento era como ela reagiria à surpresa que estava prestes a lhe fazer. Tentei convencê-la a vir me ver. Tudo encenação. Uma mensagem aqui, uma mentirinha ali. Quando lá cheguei, ela não estava. Talvez, tenha sido melhor assim. Pude quebrar o gelo entre mim e seus pais. Aliás, a família quase toda, inclusive, irmão, tio, tia, primos e primas. Enquanto isso, ela ainda não acreditava que eu realmente estivesse lá. Tomei algumas cervejas. E, pronto! Lá estava ela, com uma carinha de assustada. Sem saber como agir, e muito menos o que dizer. Mas, isso não tem importância...eu falo pra "caralho", com o perdão do palavreado. Bem, a noite seguiu seu ritmo. Vimos nossos times do coração ganharem - eu atleticana (claro) e ela cruzeirense. Mas, o melhor ainda estava por vir. Entramos em seu quarto, quase nada no lugar. Conversamos um pouco, rimos um pouco mais...E, quando menos se esperava - o beijo - seus beijos me fazem viajar por lugares paradisíacos. Naquele momento nada mais importava, éramos nós duas. Eu e ela. Ela e eu. Ela, se entregou em meus braços como há muito não fazia. E eu, retribui cada suspiro, cada gesto, cada arrepio da pele. Fiquei ali deslizando minhas mãos sobre seu corpo nu por instantes a fio. Confesso que ficaria assim por uma eternidade, só que chega um momento que a excitação e o desejo comandam nossos sentidos. E, foi nesse instante que deixei que meus lábios tocassem seu fruto. Ela produzia um líquido viciante. Um misto de salgado e doce. Enfim, nossa sintonia era magnífica. E, entre gemidos e sussurros, o ápice total. Assim, nós nos abraçamos e ficamos ali, contemplando aquela deliciosa sensação de desejo e paixão, numa entrega total. Corpo, alma e coração.
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