terça-feira, 22 de maio de 2012

Volúpia

O dia seguia tranquilamente. Não, minto! Estava mais colorido que os dias anteriores. De repente, me vem à mente aquela voz. Sensual e provocante. Resolvo dizer isso a ela. E pronto! As mensagens começam a brotar em meu celular. Cada uma mais excitante do que a outra. Ela parecia estar bastante envolvida naquela situação. E eu já não podia controlar minhas "caras e bocas". Era um misto do desejo e do proibido. Afinal, não estava sozinha naquele ambiente. O frio que fazia naquela tarde deu lugar ao calor intenso vindo de dentro. Mais especificamente, por entre as minhas pernas. As mensagens continuavam. Ela, me desejava. E eu, estava lá. Com certeza estava. Não em corpo físico, mas em pensamento. Estava ligada à ela por uma energia cósmica sem explicação. Ela diz não aguentar. Ah sim! Quer se entregar àquela viagem louca, profana e deliciosamente safada. Posso escutar os gemidos e sussurros vindo daquele quarto. A cada mensagem a excitação só aumenta. E, mutualmente, minha vontade de deliciar com aquele gosto agridoce. Ah! Aquele beijo! Encaixe perfeito. Nesse instante, ela não se segura e se toca. Faz de seus dedos, minha língua. Se entrega, literalmente. E eu, enlouqueço do outro lado da linha. Quanta volúpia. Quanta libertinagem. E nesse êxtase - o gozo -. Ela  me provoca pedindo para eu sentir o quão quente está. Eu, arrepio inteira. Sinto meu líquido molhar minha lingerie. Ela, exausta! Ah, garota! Me atiça, me enlouquece, me despudora. E no fim, com aquele jeitinho mais doce, se recompõe e volta a ser aquela menina tímida e angelical.

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