Há algum tempo venho querendo escrever sobre o amor. Mas, o que dizer a respeito de um sentimento tão intenso? Sentimento esse, que leva pessoas a matarem e até mesmo morrerem em seu nome? Pois então, li alguns livros, ouvi canções de Chico Buarque - que pra mim é um profundo conhecedor do amor - pensei, busquei no fundo do meu âmago e, nada! De tanto pensar, cheguei a seguinte conclusão: Eu não sei nada sobre o amor! Triste isso, não é?
Bem, também não quer dizer que eu nunca tenha amado. Já amei, sim. Bastante. Até mais do que devia, creio eu. Me lembro bem do meu primeiro amor. Fecho os olhos e posso reviver cada momento, cada lágrima derramada, cada palavra mal dita. Enfim, apesar de ter sido avassalador, não durou muito. Cansei de amar sozinha. Engraçado, não?. Já ouvi dizer que amor é doação. Então, por que não consegui amar sozinha? Será que não era amor? Ah, deixa pra lá. Talvez não tenha sido mesmo.
Também já confundi carência com amor. Essa, me amou incondicionalmente, só que aí, foi a minha vez de não retribuir. Pelo menos, não dá maneira como ela queria.O tempo foi passando e eu ainda sem entender nada sobre esse tal de - amor -. Putz?! Por que será que não consigo compreender um sentimento tão puro e nobre? Jesus pregava o amor aos quatro ventos. Até morreu por ele. E eu, nada! Um mistério sem fim.
Foi aí que o destino me apresentou alguém. Alguém que mudaria tudo. Alguém por quem eu seria capaz de mudar todos os meus sonhos só para construirmos novos sonhos juntas. Era tudo maravilhoso. Entre aspas, né? Nada é tão perfeito assim. Mas eu me sentia completa. Pela primeira vez estava amando e sendo amada. Me alegrava saber que eu tinha aprendido o que era o amor. Só que, numa noite de primavera, ela - minha amada - colocou tudo a perder. Me disse "adeus". Não porque não me amava, mas porque sentira desejo por outra pessoa. Diabos! Mas não dizem por aí, que quando se ama, só se têm olhos para o ser amado? Que merda! Voltaria à estava zero novamente. Tudo não passou de uma ilusão. Ela se foi e levou consigo todas as minhas convicções à respeito do amor.
Bem, depois dessa, já estava a ponto de desistir. Só que aí veio o "amor virtual". Ah, o amor virtual! Intenso como eu adoro ser. Misterioso, apaixonante, vivo, real! Durou pouco, não mais que alguns meses. Mas o suficiente para ser lindo, mágico e deixar saudades.
Minha última aventura na busca de compreender o amor veio com uma pessoinha deliciosamente estranha. Não estranha no sentido ruim da palavra. Mas, estranha no sentido de intrigante. Nunca sabia se me amava, ou se me odiava, se me queria por perto, ou se queria que eu sumisse de vez. Ótima com as palavras, inteligentíssima. Me fez voltar a ler, a escrever. Coisas que há muito eu havia esquecido. Só que, com essa, não foi amor. Bem, acho que foi sim - amor fraterno - faltou o amor carnal. E sem ele de nada adianta amar.
Pois bem, essa é minha estória na busca de entender o amor. Creio eu que nada descobri. O amor ainda é uma incógnita para mim. Dizem até que ele foi criado pela sociedade consumista! Sei lá? Vai saber?
Talvez, não saiba nada sobre o amor, por medo. Medo de descobrir e me ver presa, enraizada a um sentimento tão sublime e ao mesmo tempo tão demoníaco.
Ah! Estou confusa agora. Não sei o que dizer, muito menos o que escrever a respeito do amor. No fundo, creio que ele nem foi feito para ser entendido. Quem sabe, ele não está aí simplesmente para ser sentido? Certamente, creio que só saberei essa resposta no dia em que fechar os meus olhos pela última vez. Aí sim, creio que terei aprendido o verdadeiro significado da palavra AMOR!
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