Têm dias que dá uma vontade de sair por aí, sem destino certo. Vagar por uma estrada banhada de pinheiros por todos os lados. Sentir a brisa fria bater de leve em nossa face, enquanto uma pequena lágrima insiste em cair. Dividir o silêncio com aquela voz interna que teima em não se calar. Têm dias que é assim mesmo. Nossa única vontade é de subir até a montanha mais alta e ficar ali, olhando para o horizonte, tentando admirar novas paisagens. Contemplar o pôr-do-sol, enquanto o tempo passa lentamente. Compartilhar de toda essa beleza consigo mesma. Têm dias que dá aquela inveja dos pássaros. Nossa vontade é abrir os braços e voar. Voar o mais alto que puder. Desbravar novos lugares. Vivenciar novas sensações. Imaginar-se livre por alguns instantes. Sentir o vento bater forte contra nosso corpo nu. Olhar para dentro de si mesma e chorar ao ver o que se perdeu, ou mesmo, ao ver o que se poderá perder em algum momento. Têm dias que é assim mesmo. Temos aquela sensação de que se ficarmos sozinhos em algum lugar, distante de tudo e de todos, poderemos conseguir nos entender. Conseguir identificar claramente nossos sentimentos, nossas emoções, nossos quereres. Mas, paro e penso - as coisas não são tão simples como parecem - Assim, como não temos o dom de voar. Assim, como nunca conseguiremos ficar completamente sozinhos. Também não poderemos nos compreender por completo. Sempre haverá um "porque". Sempre haverá aquele ponto de interrogação, aquele "se", aquele "quem-sabe". Talvez, esse seja o verdadeiro sentido da vida. Uma eterna busca pelo auto-conhecimento. É. Têm dias que nossa única vontade é adormecer por uma eternidade.
Adorei o texto.
ResponderExcluirA busca é sempre algo motivador; acho que sem ela tudo seria tão monótono, tão sem graça como um dia de calor sem Sol.
Sim...Esse é o nosso combustível diário. Obrigada por estar sempre por aqui. Como sempre digo, meus textos são meus só até o momento deles saírem dos meus pensamentos, a partir daí os donos serão os meus leitores.
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